Lançamento 8 de março de 2012
No dia internacional da mulher, convido você para o lançamento do meu novo livro, Diário de uma garota atrevida e também Aquele dia junto ao mar, em nova tiragem, na Casa das Rosas, Av. Paulista, 37. O evento será bacana com a realização de mais um sarau das brejeiras, e pocket show de Laura Finocchiaro. Vale lembrar que os livros estarão à venda com preços promocionais.
Serviço:
Sarau da brejeiras
com lançamento de Diário de uma garota atrevida, de Karina Dias
e pocket show de Laura Finocchiaro
dia 8 de março, quinta-feira
das 19 às 22 horas
na Casa das Rosas
Avenida Paulista, 37
pertinho da praça Oswaldo Cruz e do metrô Brigadeiro
Escrever uma história
Uma pergunta que eu respondo frequentemente é: Karina, como você consegue escrever tantas histórias?
Escrever é algo que está enraizado na minha vida, mas nem sempre foi assim. Antes de rabiscar as primeiras frases em um pedaço de papel, eu li bastante, embora o meu primeiro contato com os livros, aos 12 anos, tenha se dado à revelia por imposição de uma professora de Língua Portuguesa do antigo ginásio. Costumo dizer que esse foi o melhor castigo que eu recebi de um professor em toda a minha vida.
Esse rodeio todo é para responder a pergunta, está bem?
Para mim, escrever é 90% prática e 10% talento. Desproporcional? Pode até parecer, mas vamos dissecar esses números.
Ler muito, essa é a regra. Ponha na sua cabeça que a leitura deve ser um hábito permanente em sua vida. Não adianta querer ser escritor e não gostar de ler. Sabe por quê? Simples, quando abrimos um livro, não é apenas para apreciar a história, mas também, aprender com os grandes escritores.
Leia atentamente, preste atenção na construção das frases, dos diálogos. Tente descobrir qual pitada de emoção determinado escritor colocou em uma passagem que tenha te emocionado, despertado sensações adversas em seu interior.
Leu bastante? Continue lendo… Mas, adicione na sua receita um pouco de concentração. Escreva resumos de livros, redações, diários… qualquer coisa em lugares adversos, ou seja, no ônibus, na fila do banco, na praça de alimentação de um shopping ou no silêncio do seu quarto.
Descubra o local mais confortável para que você treine o seu poder de concentração. Eu, particularmente, escrevo em qualquer lugar, simplesmente me desligo do mundo. Mas nem sempre foi assim.
Descobriu o seu cantinho da tranquilidade? É hora de começar o que eu chamo de tentativa e erro. Imaginou, ponha no papel as suas ideias, mesmo que naquele momento elas não pareçam tão consistentes.
Escreva exaustivamente, com vontade ou sem vontade, e mesmo que você ache uma porcaria… escreva! Quando colocamos nossas ideias no papel estamos treinando a nossa escrita, testando nossas habilidades e o que é melhor, descobrindo o nosso estilo, a nossa identidade. Os estilos podem até se parecer, mas cada um de nós tem o seu diferencial, a sua marca registrada.
Cansou? Tá vendo de onde vem aqueles 90%?
Não parou por aí. Respire e escreva mais um pouco… Não se preocupe com os erros de português, vai escrevendo depois a gente pensa nas revisões.
Tem gente que acha que ser bom em gramática é o suficiente para escrever qualquer coisa. Ajuda, mas sem suor, a folha fica em branco. Se vocês buscarem as minhas primeiras postagens na internet verão que minha imaginação era fértil, mas a minha gramática era bastante deficiente.
Melhorar é preciso, claro! Por isso, ao longo dos anos comecei a prestar mais atenção nas questões gramaticais. Um erro ou outro vamos sempre cometer. Desencane, somos seres humanos e jamais saberemos de tudo com excelência.
Agora… os 10%… Gostou, né? Liberte a imaginação! Junte todas as suas experiências, valorize os detalhes, ouça os outros sempre, preste atenção nas pessoas que estão a sua volta, que passam por você todos os dias nas ruas.
De coração aberto, converse com gente de todas as idades, crenças, raças, sexualidade… E construa histórias fictícias ou não, publicáveis ou não, mas saboreie com paixão cada linha que você escrever, porque, nada é mais gostoso do que o começo, o meio e o fim, que se repete, em ciclo, para sempre… Começo, meio e fim.
Boa sorte!
Tomates verdes fritos
Quando eu era adolescente, assisti ao filme Tomates verdes fritos, fiquei encantada com as aventuras da Parada do Apito, me apaixonei pela rebeldia da Idgie e, ainda mais pela doçura de Ruth, mas confesso que o filme foi um pouco frustrante quanto à verdadeira relação afetiva entre as personagens.
No livro há mais clareza quanto ao relacionamento entre elas, sem falar das doses extras de emoção que só as páginas impressas conseguem despertar em nosso imaginário.
Comprei o livro Tomates verdes fritos, baratinho, baratinho no sebinho da Editora Malagueta. Agora, não me desfaço dele nem por todo dinheiro do mundo. Acho que os livros são insubstituíveis. Quem ainda não leu, vale a pena conferir.
Heróis e exílios
Esse livro eu tive o prazer de ler em minha viagem de férias em janeiro de 2012. Confesso que fiquei bastante emocionada com o apanhado de histórias que o autor apresenta em suas linhas.
Heróis e exílios mostra com clareza as atrocidades que seres humanos homossexuais sofreram ao longo da história. Perseguições, condenações, humilhações… Fatos que marcaram a vida de grandes personalidades, as quais contribuíram não apenas para a arte mundial, mas também, para que várias barbaridades cometidas contra gays e lésbicas fossem repensadas.
Confira: http://www.editoramalagueta.com.br/loja/index.php/herois-e-exilios.html
Ponto de partida
Seja muito bem vinda ao site! Neste espaço, Pitadinha de humor, publicarei crônicas sugeridas por vocês! Por isso, se você tem um tema legal para sugerir, fique a vontade, entre em contato e vamos tocar nesse assunto. Ok?
Tema de hoje: Sozinha ou Acompanhada?
Quem nunca se perguntou: por que quando estou sozinha não aparece ninguém? Já quando estou acompanhada…
O tema de hoje é bem delicado, por isso, a minha abordagem será deveras sutil. Foi escolhido pela lindinha Lú Garrão. Beijos enormesssssssssss Lú! Obrigada pela participação.
Então, vamos refletir. Afinal de contas, quem é que nunca passou pela situação estranha, quase sobrenatural de estar chupando o dedo há dias, semanas, meses, anos (que merda, hein?), o telefone não toca, as amigas não podem sair conosco porque estão ou com namorada, ou com as “ficantes”, chega ao ponto de umas acharem até que quando saem com a gente “pegam menos” na balada.
Por quê? Porque somos pé frio, oras! Então, o jeito é fazermos companhia aos nossos botões (não há nada mais saudável do que sermos amigas de nós mesmas… Amém!); jogar paciência no computador tá valendo; assistir a novela das oito, nove? Ah, sei lá! Assistir com a mamãe para deixar a coisa com uma consistência mais dramática.
Diga-se de passagem, minha mãe é um saco vendo novela, briga com o autor o tempo inteiro, e não adianta dizer a ela que se a Maya perdoar o Bahuan a novela acaba.
Bom, um dia a porca torce o rabo, os ventos mudam de direção… Eis que de repente, como se fosse um chamado de Deus, um milagre realizado pela Nossa Senhora das “Xaninhas” desamparadas, surge na sua vida aquela, é!!!!!!!! Aquela “delícia cheia de atributos” (bela bunda, belos seios, bela ahhhhhhhhhh), que olha para nós e age como se todo este tempo maldito que estivemos em jejum, digo, sozinhas, fosse apenas um passageiro mal estar, sim, porque ela agora assumirá o papel de nos fazer feliz.
Pronto! Viveremos felizes para sempre? Não se iluda, minha cara! É neste momento que descalçamos o “chinelinho” da humildade. Sim! Parecem estar mirado em nossa direção todos os holofotes do mundo.
Pois é! Não somos mais um patinho feio, misteriosamente o telefone começa a tocar; as amigas teimam em querer nos arrastar para as baladas (afinal de contas, somos amuletos da sorte); a gostosona da vizinha que nunca olhou para nossa cara começa a sorrir de manhã, de tarde e de noite; passamos na rua e recebemos “cantadinhas” bobas dos pedreiros da obra da dona fulana (sozinha nem os pedreiros da obra da dona fulana que passam a lábia em todas as saias ambulantes nos olhavam).
Ah! Mas tudo fica muito pior, ou melhor (depende do ponto de vista de quem come, digo, vê) quando resolvemos curtir a noite com a “delícia cheia de atributos” (bela bunda, belos seios, bela ahhhhhhhhh), vulgo namorada…
Tão inesperado quanto ganhar na loteria, a dançarina de striptease da boate faz gestos obscenos na nossa direção, na fila do banheiro quase somos agarradas por meia dúzia de gatinhas assanhadas… Perae! Sempre notamos que três ou quatro delas nos deram um “toco” na semana anterior, mas hoje, elas querem? Como assim? Ufa! Tentem colocar uma aliança no dedo anelar da mão esquerda.
Brincadeiras à parte, acho que quando estamos sozinhas, principalmente se for por um longo tempo, é natural pensar que ninguém nos olha, ou “sou feia”, “se não emagrecer vou ficar sem namorada”, “meu cabelo tá horrível”…
Isso tem muito a ver com a nossa autoestima. Tem solução? Encontrar uma “delícia cheia de atributos?” Talvez, pois, já perceberam que quando estamos flertando (ultrapassado? Respeitem os meus cabelos brancos!) com alguém, ou em começo de namoro investimos pesado na nossa produção? Pois, é! A receita é nos livrarmos da vilã baixa autoestima. Como fazemos isso? Experimente acordar e dizer todos os dias, durante uma semana que o seu dia será MARAVILHOSO.
Entre no momento “alfa” (aquele instante relaxada, “zen”) e convença o seu inconsciente de que você pode, quer, e consegue! Amiga, você vai continuar tendo problemas sentimentais, pessoais, financeiros… Sejam quais forem, mas terá a sobriedade necessária para resolvê-los. E, para não fugir do foco, tenha certeza de uma coisa: se você cuidar da sua autoestima, sozinha ou acompanhada vai ser notada! (eita! Rimou!)
P.S não sou psicóloga, tudo o que digo é embasada pelo senso comum.
Gostou? Entre em contato, mande a sua sugestão!

